Central dos Sindicatos Brasileiros

Mais de 5 mil pessoas dizem não à reforma da Previdência em BH

Mais de 5 mil pessoas dizem não à reforma da Previdência em BH
Audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais debateu as ameaças da PEC 06/2019 para os trabalhadores rurais

 

Belo Horizonte foi palco de audiência pública sobre os trabalhadores rurais na reforma da Previdência. Organizada pelo deputado estadual Celinho Sintrocel (PCdoB), o evento desta sexta-feira (12) contou com a participação de 5 mil pessoas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

A secretária da Mulher Trabalhadora da CSB, Antonieta de Faria, participou da audiência e reforçou a campanha da Central em todo o Brasil, por meio de suas bases, para conscientizar a sociedade sobre os perigos da PEC 06/2019.

Segundo Tieta, a iniciativa da Assembleia de Minas é fundamental para que as pessoas conheçam cada um dos perigos da proposta de Bolsonaro e Paulo Guedes. “Essa reforma é nefasta com todos os trabalhadores, com os pobres, atinge muito os rurais e principalmente as mulheres”, disse a dirigente.

A reforma da Previdência quer elevar a idade mínima das trabalhadoras do campo para 60 anos, assim como a dos homens, e 20 anos de contribuição.

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O senador Paulo Paim (PT-RS) também participou do evento e alertou sobre a necessidade de um amplo debate sobre um assunto de grande magnitude para os trabalhadores.

Tieta contou que, durante a audiência, os trabalhadores rurais presentes reafirmaram o compromisso de endurecer a resistência contra a PEC de Bolsonaro. “Eles não vão ceder porque os rurais não podem ser mais prejudicados do que já são. Estão chamando o povo para a rua”, disse a secretária da CSB.

Ações

Estão previstas ainda para abril iniciativas de combate à reforma. Antonieta de Faria explicou que será realizado um seminário em Belo Horizonte e que serão intensificadas também nas redes sociais as ações contra a proposta.

“Temos alguns grupos contra a reforma, de servidores, trabalhadores do setor privado. Vamos esclarecer as ameaças, os males que ela traz para os trabalhadores. Ainda tem pessoas que não entendem como ela é maléfica, e vamos desenhar literalmente para que elas tenham consciência do que está acontecendo”, analisou.

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